
O primeiro elemento de uma política de QOS é classificar/identificar o trafego que será tratado diferentemente. Seguindo a classificação, a marcação pode alterar um atributo de um frame ou de um pacote para um valor especifico. Com a marcação se estabelece a área de confiança, as quais as ferramentas de enfileiramento dependem.
Ferramentas de classificação e marcação estabelecem a área de confiança examinando :
• Parâmetros da Camada 2 – 802.1Q Class of Service (Cós) bits, Multiprotocol Label Switching Experimental Values (MPLS EXP)
• Parâmetros da Camada 3 – IP Precedence (IPP), Differentiated Services Code Points (DSCP), IP Explicit, Congestion Notification (ECN), endereço IP de origem e de destino.
• Parâmetros da Camada 4 – Protocolos L4 (TCP/UDP), portas de origem e destino.
• Parâmetros da Camada 7 – assinatura de aplicações via Network Based Application Recognition (NBAR)
NBAR é uma tecnologia proprietária da Cisco que identifica protocolos da camada de aplicação.
O trafego só pode ser policiado depois de ter sido corretamente classificado. Para impedir a necessidade de repetir e classificar detalhadamente em todos os nós, os pacotes podem ser marcados de acorodo com o seu nível de serviço. Em analogia: imagina que cada pessoa do sistema de correios deveria ter que abrir cada carta para determinar sua respectiva prioridade. Lógico que seria melhor que primeiro funcionário selar a carta com algo que indique seu nível de prioridade determinado durante cada fase do processo de entrega. Igualmente, as ferramentas de marcação podem ser usadas para indicar o respectivo nível de serviço adicionando atributos no cabeçalho dos frames/pacotes e assim, esta detalhada classificação não precisa ser feita em cada salto. Em uma grande empresa, marcaão é feita na camada 2 ou na camada 3, utilizando os seguintes campos como mostra a figura :

• 802.1Q/p Class of Service (CoS)— frames Ethernet podem ser marcados na camada 2 com sua importancia relatica usando 802.1p User Priority bits do cabeçalho 802.1Q. Somente 3 bits estão disponíveis para marcação 802.1p. Portanto, somente 8 classe de serviços peodem ser marcadas usando frames Ethernet de camada 2.
• IP Type of Service (ToS) byte— como as infomações L2 mudam a medida que o pacote muda de rede, uma marcação L3 é necessária. O segundo byte em um pacote Ipv4 é o ToS byte. Os 3 primeiros bits do ToS byte são os IPP bits. Estes três bits combinados com os próximos 3 bits são conhecidos respectivamento como DSCP bit.
Os IP Precedence bits, assim como 802.1p Cós bits, permitem somente 8 valores para marcação (0-7):
– Valores IPP 6 e 7 são geralmente reservados para controle de trafego e roteamento
– Valores IPP 5 são recomendados para voz
– Valores IPP 4 são utilizados para videoconferência e fluxo de video streaming.
– Valores IPP 3 são para controle de voz (sinalização)
– Valores IPP 1 e 2 podem ser usados para aplicações
– Valores IPP 0 é o valor default de marcação.
Grandes empresas consideram marcação IPP restritiva e limitante, usando em seu lugar o modelo de marcação DSCP com 6 bits, ou seja, 64 valores de marcação.
Os últimos 2 bits são usados pra avisar ao transmissor TCP se ocorre ou não congestionamento durante a transmissão. Deste modo, o transmissor pode ajustar sua janela TCP, assim ele nõ envia mais tráfego que o serviço pode suportar. Inicialmente, descarte de pacotes era o único modo para alertar o transmissor. Usando o IP ECN, entretanto, notificação de congestionamento pode ser feitas sem o descarte de pacotes. O primeiro bit IP ECN (sétimo bit do ToS byte) é usado para indicar se o equipamento suporta IP ECN e o segundo bit IP ENC (último bit do ToS byte) é usado para indicar se houve congestionamento (0=”sem congestionamento”; 1=”ocorreu congestionamento”).